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Tetraneta de Tiradentes

No dia 8 de janeiro de 1996, o jornal O Estado de S.Paulo estampou uma reportagem de Isabel Braga, com o título : TETRANETA DE TIRADENTES OBTÉM PENSÃO ESPECIAL DE R$200,00.

A informação não trazia apenas a vitória de anos e anos de sacrifício e pesquisa de uma família, descendente de João Antônio, nascido à época da Inconfidência Mineira. Ela testificava também uma das assertivas do livro Confidências de um Inconfidente, lançado em abril de 1981, e recebido durante o período que permeia o dia 21 de abril de 1979 e 21 de abril de 1980.

Logo que o livro veio a lume e se tornou num ícone da literatura espírita, historiadores escreveram às principais lideranças espíritas, combatendo-o, de forma agressiva, e dando como erro histórico a paternidade de Tiradentes na pessoa de João Antônio. À época e mesmo depois, como soe acontecer em sociedades onde ainda a fraternidade e sinceridade não são o “modus operandi” vigente, e a fofoca é elemento catalisador na luta pelo poder, os “diz-que diz” ponteou de um lado para o outro, sem que NINGUÉM, mesmo aqueles que considerávamos amigos, viessem dizer em público ou pessoalmente sobre os referidos ataques e insinuações.

Mas a Espiritualidade nos referia todos os movimentos que ocorriam paralelamente ao lançamento do livro, no meio espírita e fora dele, dando-nos informações precisas do que acontecia e do que deveríamos esperar e aconselhando-nos como agir.

Deste modo, muitos ataques que viemos a receber depois, não obtinham respostas, nem mesmo de nossos amigos, porque os avisávamos da necessidade de não incentivar aquela fogueira das vaidades, em ataques que visavam tudo, menos o entendimento da verdade.

Passados tantos anos, fomos surpreendidos com a vitória de Lucia de Oliveira Menezes, então com 50 anos, que através de documentos, certidões, cartas, papéis históricos, conseguira finalmente, no último ano do governo de Fernando Henrique Cardoso, comprovar o parentesco com o mártir da Inconfidência Mineira.

Oito anos durara sua luta, que iniciara sem sucesso na era Collor e que recebera a atenção do mineiro Itamar Franco, que enviou o pedido para o Congresso.

Da mesma forma que as irmãs Fox só tiveram reconhecido seu contato espiritual 50 anos depois, com o aparecimento do esqueleto do caixeiro viajante enterrado na propriedade de sua moradia que, hoje, está num museu em Dale, nos EUA., também aguardamos que um por um dos itens constetatórios fossem ruindo.

E, finalmente, 15 anos após o lançamento do livro do espírito do Dr. Tomás Antônio Gonzaga, o último dos itens a ruir, caía por terra, em documentação e confirmação, com a vitória da realidade histórica.

Quando nos perguntavam onde estavam os documentos comprobatórios, víamos uma residência simples e humilde e uma igreja antiga que não conhecíamos. Lúcia comprovou o parentesco ilustre hoje e terrível naquela época da Inconfidência Mineira.

Para nós era a confirmação das verdades históricas trazidas pelos espíritos, portanto, a vitória da literatura espírita.

Os mesmos companheiros que participaram do “diz-que-diz” à época do lançamento do livro, não trataram de espalhar aquela conquista do Espiritismo.

Por isto, fazemos esta divulgação agora, 10 anos depois.

Queremos repartir a alegria que sentimos. Quem sabe, algum jornal espírita dos muitos que existem, possa dar, finalmente, publicidade às lutas e conquistas com as quais nos felicitamos. Afinal, isto faz parte do movimento espírita brasileiro.

Agradecemos à tetraneta que teve que pesquisar os laços familiares e conseguir certidões de nascimento e de óbito de mais de cem anos, para comprovar o parentesco, com a vitória no dia 4 de janeiro de 1996.

Tenho certeza que Tiradentes e nossos amigos inconfidentes festejaram o fato, e eu com eles. Comemorem também nossos irmãos espíritas, a partir de agora.

Marilusa M. Vasconcellos


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Editora Espírita Radhu Ltda.